3 de Junho de 2026
DOCUMENTO MÊS DE JUNHO 2026
Dia da Criança
“As Nações que não tratam as crianças não progridem, são como os terrenos onde os cardos impedem o crescimento das rosas”.
(Autor desconhecido)
Nos dias de hoje, num mundo que deveria ter aprendido com o passado, continuam a existir crianças desprotegidas e vítimas da guerra, que não querem travar, vítimas de violência e abusos, que não pediram, vítimas de pobreza, que não percebem e não escolheram.
São muitas as organizações que prestam ajuda humanitária de apoio à criança, como a UNICEF, Save The Children, CARE, entre outras. Que tentam responder e garantir que chegue a ajuda essencial às crianças desfavorecidas. Crianças que não usufruem de direitos como: alimentação saudável, água potável e saneamento, acesso a serviços de saúde, habitação condigna, à educação e à proteção. Direitos fundamentais para sobreviverem e progredirem.
Em Portugal, ao longo dos séculos, foram criadas diversas instituições públicas e de caridade que tinham como finalidade a proteção da criança.
Um dos exemplos é a Casa Pia de Évora, criada em 1836, que surge com o intuito de recolher, sustentar e educar crianças abandonadas, pobres e órfãs.
No início do séc. XX foram criadas outras instituições de carácter filantrópico, fundadas por particulares que se juntavam para ajudarem os mais desfavorecidos e neste caso em particular as crianças.
O documento do mês de junho que selecionámos encontra-se no espólio da Fundo da Casa Pia de Évora, por ter sido enviado ao Provedor, da referida casa,
pela Associação de Beneficência Creche e Lactário de Évora, uma instituição de beneficência que durou de 1918 até à década de 70 do século passado. Estamos a falar do Relatório da Gerência de 1940 da dita associação.
O documento faculta-nos informações sobre a fundação e objetivos da associação, descrição do edifício, sobre obras de adaptação do mesmo, funcionamento quer da creche quer do lactário, nº de crianças a cargo (consta um mapa com o nome das crianças matriculadas no ano de 1940), refeições concedidas, serviços médicos prestados, receitas (ex.: comparticipação de sócios e outros filantropos e de organismos oficiais) e despesas (ex.: compra de géneros de 1ª necessidade).
Esta associação de assistência infantil foi criada por beneméritos que ao longo de um ano angariaram verbas para a fundação da mesma, sendo o projeto possível graças à cedência do edifício sito na Rua de Machede, nº 13, por parte do eborense João José Perdigão. A instituição foi inaugurada a 4 de julho de 1918, numa época em que a cidade passava por um período de fragilidade económica e social devido ao impacto negativo que a I Guerra Mundial trouxera à sociedade, nomeadamente às famílias mais pobres.
A frase em epígrafe foi retirada da capa do relatório da Associação de Beneficência Creche e Lactário de Évora e não refere qual o autor.
Cota – F: Casa Pia de Évora, SC: G – Publicações, Cx 3, Liv. 31












